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Bagaço da uva tem potencial para substituir antioxidantes sintéticos e prevenir envelhecimento, diz pesquisa da Esalq | 26 Outubro 2017

O resíduo que é descartado na produção de vinhos tem potencial para substituir antioxidantes sintéticos utilizados em alimentos gordurosos e, de quebra, pode prevenir o envelhecimento. É o que aponta uma pesquisa multidisciplinar da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq/USP) e da Faculdade de Odontologia de Piracicaba (FOP/Unicamp), que já conta com interesse do mercado em aplicar os resultados.


Além de evitar o impacto ambiental do descarte de resíduos na natureza, a possibilidade de substituição de antioxidantes sintéticos, usados para evitar que alimentos estraguem, é benéfica para a saúde. Segundo o pesquisador da Esalq, Severino Matias de Alencar, parte destes compostos químicos é proibido na comunidade europeia após estudos apontarem indícios de eles serem cancerígenos.
Alencar, professor do Departamento de Agroindústria, Alimentos e Nutrição da Esalq, é um dos líderes da pesquisa que encontrou a atividade antioxidante no bagaço da uva. Segundo ele, o bagaço é formado pelo pedúnculo, pelas sementes e pela casca, partes da uva que não são utilizadas na produção de vinho.


Esses resíduos contêm compostos fenólicos, cujas moléculas têm alta capacidade de doar elétrons, o que reduz a oxidação. Segundo Alencar, essas moléculas servem para proteção das plantas, que são expostas ao sol.


Os resultados obtidos nas análises dos resíduos mostrou que a antioxidação destas moléculas é equivalente à dos produtos sintéticos usados em alimentos. "Os indícios extraídos apresentaram uma alta atividade antioxidante, superior até que o BHT (antioxidante sintético), presente nos óleos e margarinas", afirma.


Alencar explica, ainda, que as moléculas do bagaço da uva apresentaram baixa citoxidade, o que significa que esses extratos não são tóxicos ao corpo humano.


Com os resultados positivos ao avaliar o bagaço da uva, a pesquisa busca descobrir novos alimentos cujos resíduos são antioxidades e anti-inflamatórios, além de identificar quais outras as moléculas têm esse potencial. Dentre as frutas estudadas estão bacupari-mirim, araçá-piranga, cereja-do-rio-grande, grumixama e ubajaí.

Fonte: Portal G1

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